espaço
espaço
Exposições Individuais / Solo Shows

2017
O Oco e a Emenda, Pavilhão Branco | Museu de Lisboa, Lisboa, Portugal
2016
Campo, Mendes Wood DM, São Paulo, Brasil
2015
O Incômodo, Pivô, São Paulo, Brasil
2014
Um Ponto Antes, Mendes Wood DM, São Paulo, Brasil

Exposições coletivas / Group Shows

2017
Neither., Mendes Wood DM, Bruxelas, Bélgica
2016
Tudo Joia, Bergamin & Gomide, São Paulo, Brasil
In Between, Bergamin & Gomide, São Paulo, Brasil
Mycorial Theatre, Pivô, São Paulo, Brasil
Projeto Piauí, Pivô, São Paulo, Brasil
Roberto Burle Marx: Brazilian Modernist, The Jewish Museum, New York, EUA
2015
Kiti Ka' Aeté, The Modern Institute, Glasgow, Reino Unido
United States of Latin America, Museum of Contemporary Art Detroit, Detroit, EUA
2014
Ouro – Um fio que costura a arte do Brasil, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, Brasil
Ultrapassado, Galeria Broadway 1602, Nova York, EUA
2013
My Third Land, Frankendael Foundation, Amsterdã, Holanda
2012
Da Próxima Vez Eu Fazia Tudo Diferente, Pivô, São Paulo, Brasil
Concrete Mirrors, Crypt Gallery, Londres, Reino Unido
2011
Projeto Imóvel, Edifício Copan, São Paulo, Brasil
_______________________________

A rotina do ateliê é o ponto de partida de boa parte da pesquisa de Paloma Bosquê. Nesse ambiente a artista manuseia e associa livremente materiais pouco usais no vocabulário da escultura, para criar composições espaciais de formatos e escalas variadas. Sempre em busca de um equilíbrio possível e consensual entre os elementos que elege, a artista muitas vezes desenvolve métodos específicos para unir, sobrepor e emendar os materiais sem nunca os forçar através de qualquer forma mais definitiva de interação.

Latão, feltro, bronze, carvão, breu, cera de abelha, tripas de boi, papéis artesanais, peneiras de café e lã são utilizados indiscriminadamente; a procedência ou a potencial carga simbólica de cada um dos itens empregados pela artista em sua prática escultórica interessam menos do que sua presença física. É através das relações entre textura, peso e a transformação natural dos materiais orgânicos, que constrói um território de extrema delicadeza visual e que instiga por frustrar sempre qualquer esforço de interpretação.

Cada composição é um arranjo de materiais singulares, os feltros e os teares são feitos à mão e se adaptam a cada escolha da artista, as peneiras de café guardam marcas de uso - cada uma envelhece a seu tempo - e não há duas peles de bode iguais. O foco de Bosquê está na transitoriedade da matéria e na impermanência. Seu uso do tempo e do espaço e seu vocabulário escultórico, nos lembram de como são frágeis são os acordos que sustentam tudo o que consideramos permanente ou irrevogável.

Paloma Bosquê (Garça, 1982) vive e trabalha em São Paulo, Brasil. Suas mostras individuais recentes incluem O Oco e a Emenda, Pavilhão Branco, Museu da Cidade, Lisboa, Portugal (2017); Campo, Mendes Wood DM, São Paulo, Brasil (2016); O Incômodo, Pivô, São Paulo, Brasil (2015).
Seus trabalhos também foram inclusos em mostras coletivas institucionais como Bienal de Coimbra, Coimbra, Portugal (2017); Mycorial Theatre, Pivô, São Paulo, Brasil (2016); Projeto Piauí, Pivô, São Paulo, Brasil (2016); Roberto Burle Marx: Brazilian Modernist, The Jewish Museum, Nova York, EUA (2016); United States of Latin America, Museum of Contemporary Art Detroit, Detroit, EUA (2015).

/

Paloma Bosquê’s research draws largely on her daily practice in the studio. In this environment, she handles and freely associates materials that are not typical of sculpture, creating compositions of varying formats and scales. In a constant search for a possible and consensual balance between her selected elements, the artist often develops specific methods to combine, juxtapose and merge materials without ever forcing them to a definitive interaction.

Brass, felt, bronze, coal, pitch, bee’s wax, beef casing, craft paper, coffee sieves and wool are used indiscriminately. The artist is less concerned with the origins or the potential symbolic value of each of the items than with their physical presence. Experimenting with the texture, weight and balance of her materials, she creates an extremely delicate visual landscape that, by frustrating any attempt at interpretation, is highly intriguing.

Each composition is a unique arrangement of materials. Felt and looms are handmade and tailored to the artist’s choices, coffee sieves bear the scars use and tear and no two sheepskins are ever the same. Bosquê focuses on the transience of matter and impermanence. Her use of time and space and her sculpture vocabulary remind us of the fragility of the arrangements that sustain everything we consider permanent or final.

Paloma Bosquê (Garça, 1982) lives and works in São Paulo, Brasil.
Her most recent solo exhibitions include O Oco e a Emenda, Pavilhão Branco, Museu da Cidade, Lisbon, Portugal (2017); Field, Mendes Wood DM, São Paulo, Brazil (2016); O Incômodo, Pivô, São Paulo, Brazil (2015).
Additionally, her work has been included in institutional group exhibitions as the Bienal de Coimbra, Coimbra, Portugal (2017); Mycorial Theatre, Pivô, São Paulo, Brazil (2016); Projeto Piauí, Pivô, São Paulo, Brazil (2016); Roberto Burle Marx: Brazilian Modernist, The Jewish Museum, New York, USA (2016); United States of Latin America, Museum of Contemporary Art Detroit, Detroit, USA (2015).